Freguesia Lajedo

Lajes das Flores

 

Constituição da Mesa do Plenário de Freguesia

 

 Presidente

Rui Mendonça

 1.º Secretário

Luís Serpa

 2.º Secretário

José Freitas

 

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Competências do Plenário de Freguesia

 Por haver menos que 151 eleitores inscritos na freguesia, a  Assembleia de Freguesia é substituída pelo Plenário de Cidadãos, os quais elegem a Junta de Freguesia e Plenário de Freguesia.

 

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Proposta Regimento de Plenário de Freguesia Lajedo

CAPÍTULO I

DOS MEMBROS DA PLENÁRIO

 Artigo 1º

Natureza e âmbito do mandato 

1 - Os membros da Plenário de Freguesia, representam os habitantes da área da respectiva Freguesia. 

2 - A Plenário de Freguesia tem competência regulamentar própria nos limites da Constituição, das leis e dos regulamentos emanados das autarquias de grau superior ou das autarquias com poder tutelar. 

Artigo 2º

Duração 

1 - O mandato dos membros da Plenário inicia-se com a sessão destinada especialmente à verificação de poderes e cessa com igual sessão posterior à eleição subsequente, sem prejuízo de cessão por outras causas previstas na Lei. 

Artigo 3º

Sede 

1 - A Plenário de Freguesia tem a sua sede no edifício da Junta de Freguesia. 

Artigo 4º

Lugar das sessões 

1 - As sessões na sede da Plenário ou noutro lugar para efeito julgado mais conveniente. 

Artigo 5º

Verificação de poderes 

1 - Os poderes dos membros da Plenário de Freguesia são verificados pelo Presidente da Plenário cessante ou, na sua falta, pelo cidadão melhor posicionado na lista vencedora. 

2 - A verificação dos poderes consiste na verificação da identidade e legitimidade dos eleitos.      

 Artigo 6º

Renúncia do mandato 

1 - Os membros da Plenário de Freguesia podem renunciar ao mandato mediante declaração escrita e dirigida ao Presidente da Plenário, o qual deverá tornar pública a ocorrência por editais nos locais de estilo e providenciará pela imediata substituição do renunciante. 

Artigo 7º

Perda de mandato 

1 - Perdem o mandato os membros que: 

a)      Após a eleição, sejam colocados em situação que os torne inelegíveis ou relativamente aos quais se tornem conhecidos elementos reveladores de uma situação de inelegibilidade já existente, e ainda subsistente, mas não detectada previamente à eleição;

b)      Sem motivo justificativo não compareçam a 3 sessões ou a 6 reuniões seguidas ou a 6 sessões ou a 12 reuniões interpoladas;

c)      Após a eleição se inscrevam em partido diverso daquele pelo qual foram apresentados a sufrágio eleitoral;

d)      Intervenham em procedimento administrativo, acto ou contrato de direito público ou privado, relativamente ao qual se verifique impedimento legal;

e)      Pratiquem ou sejam responsáveis pela prática de actos que sejam fundamento da dissolução do órgão. 

2 - A decisão de perda de mandato é da competência do tribunal administrativo de círculo, podendo qualquer membro do órgão interpor a respectiva acção. 

Artigo 8º

Suspensão do mandato 

1 - Determinam a suspensão do mandato: 

a)      Deferimento do requerimento de substituição temporária por motivo relevante, dirigido ao Presidente da Mesa da Plenário e apreciado pelo plenário, na reunião imediata à sua apresentação;

a)      Procedimento criminal nos termos em que a lei determina a suspensão de funções dos funcionários públicos por motivo de despacho de pronúncia passado em julgado. 

2 - A suspensão do mandato não poderá ultrapassar 365 dias no decurso do mandato, salvo o caso previsto na alínea b) do nº 1 e se no primeiro dia útil seguinte ao termo daquele prazo o interessado manifestar, por escrito, a vontade de retomar funções. 

3 - Por motivo relevante entende-se, em especial:

a)      Doença comprovada;

b)      Actividade profissional inadiável;

c)      Exercício dos direitos de paternidade e maternidade;

d)      Afastamento temporário da área da autarquia por período superior a 30 dias. 

4 - No caso da alínea a) do nº 1 a suspensão do mandato cessa pelo decurso do período respectivo ou pelo regresso antecipado do membro da Plenário, devidamente comunicado pelo próprio ao Presidente da Mesa. 

5 - Durante o seu impedimento, o membro da Plenário será substituído nos termos estipulados na Lei. 

6 - Logo que o membro da Plenário retome o exercício do seu mandato, cessam automaticamente nessa data todos os poderes de quem o tenha substituído. 

Artigo 9º

Substituição por período inferior a 30 dias 

1 - Os membros da Plenário podem fazer-se substituir nos casos de ausência por períodos até 30 dias. 

2 - A substituição é efectuada nos termos previstos no Regimento. 

Artigo 10º

Preenchimento de vagas 

1 - As vagas ocorridas na Plenário de Freguesia e respeitantes a membros eleitos directamente são preenchidas pelo cidadão imediatamente a seguir na ordem da respectiva lista, ou, tratando-se de coligação, pelo cidadão imediatamente a seguir do partido pelo qual havia sido proposto o membro que deu origem à vaga. 

2 - Quando, por aplicação da regra contida na parte final do número anterior, se torne impossível o preenchimento da vaga por cidadão proposto pelo mesmo partido, o mandato será conferido ao candidato imediatamente a seguir na ordem de precedência da lista apresentada pela coligação. 

Artigo 11º

Deveres dos membros da Plenário 

1 - Constituem deveres dos membros da Plenário:

a)      Comparecer ás sessões da Plenário;

b)      Desempenhar os cargos da Plenário e as funções para que sejam eleitos ou designados;

c)      Participar nas votações;

d)      Respeitar a dignidade da Plenário e dos seus membros;

e)      Observar a ordem e a disciplina fixada no Regimento e acatar a autoridade do Presidente da Mesa da Plenário;

f)        Contribuir, pela sua diligência, para a eficácia e prestígio dos trabalhos da Plenário de Freguesia e, em geral, para a observância da Constituição, das leis e regulamentos;

g)      Manter um contacto estreito com as populações, organizações populares de base territorial e colectividades da área da Freguesia. 

Artigo 12º

Direitos dos membros da Plenário 

1 - Constituem poderes dos membros da Plenário, a exercer nos termos da lei e deste Regimento:

a)      Participar nas discussões;

b)      Apresentar moções, requerimentos e propostas sobre matéria da competência da Plenário;

c)      Invocar o Regimento e apresentar reclamações, protestos e contra protestos;

d)      Desempenhar funções específicas na Plenário:

e)      Solicitar à Junta de Freguesia, por intermédio do Presidente da Mesa, as informações, esclarecimentos e publicações oficiais que entendam necessários, mesmo fora das sessões da Plenário;

f)        Propor alterações ao Regimento, nos termos do artigo 29º;

g)      Propor à Plenário, a delegação nas organizações populares de base territorial de tarefas administrativas que não envolva o exercício de poderes de autoridade. 

CAPÍTULO II

DA MESA DA PLENÁRIO

Artigo 13º

Composição da Mesa 

1 - A Mesa da Plenário é composta pelo Presidente, um Primeiro um Segundo Secretários. O Presidente da Mesa é o Presidente da Plenário de Freguesia.

 2 - O Presidente será substituído nas suas faltas e impedimentos pelo Primeiro Secretário e este pelo Segundo Secretário.

 3 - Na ausência simultânea de todos ou da maioria dos membros da Mesa, a Plenário elege, por voto secreto, de entre os membros presentes, o número necessário de elementos para a integrar.

 4 - A Mesa será eleita pelo período do mandato.

 Artigo 14º

Mandato e destituição da Mesa 

1 - Os membros da Mesa da Plenário podem ser destituídos pela Plenário em qualquer altura por deliberação tomada pela maioria do número legal dos membros da Plenário. 

Artigo 15º

Competências da Mesa

 

1 - Compete à Mesa da Plenário da Freguesia:

a)      Elaborar a ordem do dia das sessões e proceder à sua distribuição;

b)      Deliberar sobre questões de interpretação e de integração de lacunas do Regimento;

c)      Encaminhar, em conformidade com o Regimento, as iniciativas dos membros da Plenário e da Junta de Freguesia;

d)      Comunicar à Plenário de Freguesia as decisões judiciais relativas à perda de mandato em que incorra qualquer membro;

e)      Dar conhecimento à Plenário de Freguesia do expediente relativo aos assuntos relevantes;

f)        Proceder à marcação e justificação de faltas dos membros da Plenário de Freguesia;

g)      Exercer os demais poderes que lhe sejam cometidos pela Plenário de Freguesia. 

2 - O pedido de justificação de faltas pelo interessado é feito por escrito e dirigido à mesa, no prazo de cinco dias a contar da data da sessão ou reunião em que a  falta se tenha verificado, e a decisão é notificada ao interessado, pessoalmente ou por via postal.

3 - Das decisões da mesa cabe recurso para o plenário da Plenário de Freguesia. 

Artigo 16º

Competência do Presidente 

1 - Compete ao Presidente, quanto aos trabalhos da Plenário de Freguesia:

a)      Representar a Plenário, assegurar o seu regular funcionamento e presidir aos seus trabalhos;

b)      Convocar as sessões ordinárias e extraordinárias nos termos da Lei e do presente Regimento;

c)      Admitir ou rejeitar as propostas, reclamações ou requerimentos verificada a sua regularidade regimental, sem prejuízo do direito do recurso dos seus autores para a Plenário, no caso de rejeição;

d)      Dirigir os trabalhos e manter a disciplina das sessões;

e)      Presidir ás sessões, declarar a sua abertura, suspensão e encerramento e dirigir os respectivos trabalhos;

f)        Conceder a palavra e assegurar a ordem de trabalhos;

g)      Dar oportuno conhecimento à Plenário das informações, explicações e convites que lhe forem dirigidos;

h)      Pôr à discussão e votação, as propostas e os requerimentos apresentados;

i)        Assinar os documentos expedidos pela Plenário;

j)        Assegurar o cumprimento do Regimento e das deliberações da Plenário;

k)      Exercer os demais poderes que lhe sejam atribuídos por lei, pelo Regimento ou pela Plenário de Freguesia. 

Artigo 17º

Competência dos Secretários

1 - Compete aos Secretários coadjuvar o Presidente no exercício das suas funções, nomeadamente:

a)      Proceder à conferência das presenças nas sessões, assim como verificar em qualquer momento o quórum e registar as votações;

b)      Ordenar a matéria a submeter à votação;

c)      Organizar as inscrições dos membros da Plenário que pretendam usar da palavra, bem como do público presente, no período a ele destinado;

d)      Assinar em caso de delegação, do Presidente, a correspondência expedida em nome da Plenário;

e)      Servir de escrutinadores;

f)        Elaborar as actas.

 CAPÍTULO III

DO FUNCIONAMENTO DA PLENÁRIO

 Artigo 18º

Convocação das sessões 

1 - A Plenário reunirá na sede da Freguesia, podendo reunir excepcionalmente em outro local, se a Mesa o entender conveniente, mas sempre em edifício público. 

2 - As sessões serão convocadas pelo Presidente da Plenário com o mínimo de oito dias de antecedência (por edital e por carta registada ou através de protocolo) dirigida a cada um dos seus membros e ao Presidente da Junta. 

3 - O envio das convocatórias será promovido pelo Presidente da Plenário ou pela Junta de Freguesia. 

4 - A Junta de Freguesia efectuará as diligências necessárias à afixação, dentro do prazo do nº 2 deste artigo, de editais no seu próprio edifício, bem como em todos os lugares do estilo da Freguesia. 

Artigo 19º

Publicidade 

1 - As sessões da Plenário são públicas, nos termos da lei e do presente Regimento. 

Artigo 20º

Quórum 

1 - As sessões das Plenários de Freguesia não terão lugar quando não esteja presente a maioria do número legal dos seus membros. 

2 - Não comparecendo o número de membros exigido, será convocada nova reunião, com o intervalo de, pelo menos, vinte e quatro horas, podendo o órgão deliberar, desde que esteja presente um terço dos seus membros, em número não inferior a três. 

Artigo 21º

Direito a participação sem voto na Plenário 

1 - Tem direito a participar na Plenário de Freguesia, sem direito a voto:

a)      Os membros da Junta de Freguesia;

b)      Dois representantes de organizações populares de base territorial, constituídas na área da Freguesia, nos termos da Constituição e devidamente credenciados para este acto;

c)      Dois representantes dos requerentes das sessões extraordinárias, convocadas nos termos da alínea c) do nº 1 do artigo 14º da Lei nº 169/99, de 18 Setembro. 

Artigo 22º

Funcionamento das sessões 

1 - Antes do início da ordem dos trabalhos haverá um período, não superior a sessenta minutos, destinado a tratar pelos membros da Plenário dos seguintes assuntos:

a)      Leitura resumida de expedientes e dos pedidos de informação e esclarecimentos e respectivas respostas, que tenham sido formulados no intervalo das sessões da Plenário;

b)      Deliberação sobre votos de louvor, congratulação, saudação, protesto ou pesar, que incidem sobre matéria da competência da Plenário;

c)      Interpelações, mediante perguntas à Junta, sobre assuntos da administração da Freguesia;

d)      Apreciação de assuntos de interesse local:

e)      Votação de recomendações ou pareceres que sejam apresentados por qualquer membro ou solicitados pela Junta e que incidam sobre matéria de competência da Plenário. 

2 - O período da ordem de trabalhos será destinado exclusivamente à matéria constante da convocatória. 

3 - Deverá haver um período não superior a uma hora reservado a intervenção do público e destinado ao pedido e prestação de esclarecimentos sobre assuntos do interesse da Freguesia. O uso da palavra será concedido pelo Presidente da Mesa, mediante prévia inscrição dos interessados, no momento julgado mais conveniente para o bom andamento dos trabalhos da Plenário. 

4 - Nos períodos de antes e de depois da ordem dos trabalhos não serão tomadas deliberações, exceptuando as previstas expressamente no presente Regimento. 

5 - As sessões só podem ser interrompidas, por decisão do Presidente da Plenário, para os seguintes efeitos:

a)      Intervalos;

b)      Restabelecimento da ordem na sala;

c)      Falta de quórum. 

Artigo 23º

Uso da palavra 

1 - O uso da palavra será concedido pelo Presidente, nas seguintes condições:

1.1              Aos membros da Plenário

a)      Para tratamento de assuntos de interesse local, a conceder no período de antes da ordem dos trabalhos, não devendo o tempo exceder dez minutos por cada membro que para tal se inscreva e por uma só vez;

b)      Para reclamações, recursos e protestos, limitando-se as intervenções à indicação sucinta do seu objectivo e fundamento e por tempo nunca superior a cinco minutos;

c)      Para exercer o direito de defesa;

d)      Para intervir nos debates, não podendo cada intervenção exceder dez minutos;

e)      Para apresentação de propostas, limitando-se aquelas à indicação sucinta do seu objectivo, não podendo a apresentação exceder cinco minutos. 

1.2  Aos membros da Junta.

a)      Para tratamento de assuntos de interesse local, a conceder no período de antes da ordem dos trabalhos, não podendo o tempo da intervenção exceder dez minutos, por cada membro que para tal se inscreva e por só uma vez;

b)      Para intervir nos debates, não podendo cada intervenção exceder dez minutos;

c)      Para apresentação do plano de actividades e orçamento ou do relatório de contas de gerência, intervenção que não poderá exceder trinta minutos. 

1.3  Aos representantes de organizações populares de base territorial.

a)      Para tal tratamento de assuntos de interesse local, a conceder no período de antes da ordem de trabalhos, não devendo o tempo de intervenção exceder cinco minutos, por cada representante que tal se inscreva e por uma só vez;

b)      Para intervir nos debates, não podendo cada intervenção exceder dez minutos. 

1.4  Aos representantes dos requerentes das sessões extraordinárias.

a)      Para apresentação e justificação do requerimento da sessão extraordinária, intervenção que não poderá exceder vinte minutos, para a totalidade dos representantes;

b)      Para intervir nos debates, não podendo cada intervenção exceder dez minutos. 

2 - Os membros da Mesa que usarem da palavra reassumirão as suas funções imediatamente a seguir à sua intervenção. 

3 - A palavra para esclarecimento limitar-se-á à formulação sintética da pergunta e da respectiva resposta sobre a matéria enunciada pelo orador que tiver acabado de intervir. 

4 - Os membros da Plenário que queiram formular pedidos de esclarecimento, devem inscrever-se logo que finde a intervenção que os suscitou, sendo formulados e respondidos pela ordem de inscrição e por uma só vez. 

5 - Por cada pedido de esclarecimento ou respectiva resposta não poderá ser excedido o tempo de três minutos. 

6 - O disposto nos números anteriores poderá ser alterado eventualmente por consenso da Plenário ou concessão da mesa, mas nunca em prejuízo dos direitos neles consignados. 

7 - No uso da palavra, não serão permitidas interrupções, salvo com autorização do orador e do Presidente da Mesa. O Presidente advertirá o orador quando este se afaste do assunto em discussão ou as suas palavras sejam ofensivas, podendo o Presidente retirar-lhe a palavra se persistir na sua atitude. 

Artigo 24º

Deliberação e votações 

1 - As deliberações da Plenário são tomadas à pluralidade de votos, estando presentes a maioria do número legal dos membros da Plenário, não contando as abstenções para o apuramento da maioria. 

2 - As votações realizar-se-ão por escrutínio secreto sempre que se realizem eleições ou estejam em causa pessoas. 

3 - A votação será nominal nos demais casos salvo se o Presidente da Mesa ou a Plenário decidirem que os interesses em causa serão melhor defendidos através de voto secreto. 

4 - Serão admitidas declarações de voto orais por período não superior a três minutos, ou escritas, estas a remeter directamente à Mesa, que as mandará inserir na acta. 

5 - Só poderá haver uma declaração de voto oral por cada membro da Plenário de Freguesia. 

6 - Os membros da Plenário, incluindo o Presidente e os Secretários da Mesa, poderão abster-se por escrutínio nominal. 

7 - O Presidente tem voto de qualidade, valendo por dois o seu voto em caso de empate em votações por escrutínio nominal. 

8 - Verificado empate numa votação por escrutínio secreto, proceder-se-á imediatamente a nova votação e, se o empate se mantiver, adiar-se-á a deliberação para a reunião seguinte. Se na primeira votação dessa reunião se mantiver o empate, proceder-se-á a votação nominal. 

Artigo 25º

Publicidade das Deliberações

 

1 - Para além da publicação no Diário da República quando a lei expressamente o determine, as deliberações dos órgãos autárquicos bem como as decisões dos respectivos titulares, destinadas a ter eficácia externa, devem ser publicadas em edital afixado nos lugares de estilo durante cinco dos dez dias subsequentes à tomada da deliberação ou decisão, sem prejuízo do disposto em legislação especial. 

2 - Os actos referidos no número anterior são ainda publicados em boletim da autarquia local e nos jornais regionais editados na área do respectivo município, nos trinta dias subsequentes à tomada de decisão, que reúnam cumulativamente as seguintes condições:

a)      Sejam portugueses na acepção do artigo 12º da Lei nº 2/99, de 13 Janeiro;

b)      Sejam de informação geral;

c)      Tenham uma periodicidade não superior à quinzenal;

d)      Contem uma tiragem média mínima por edição de 1500 exemplares nos últimos seis meses;

e)      Não sejam distribuídas a título gratuito. 

3 - As tabelas de custos relativos à publicação das decisões e deliberações mencionadas no número um são estabelecidas anualmente por portaria conjunta dos membros do Governo que tutelam as ares da comunicação social e da administração local, ouvidas as associações representativas da imprensa regional bem como a Associação Nacional de Municípios Portugueses. 

Artigo 26º

Actas 

1 - De tudo o que ocorrer nas reuniões será lavrada acta, a qual será elaborada pelo funcionário da autarquia designado, ou, na sua falta, pelo Secretário, devendo ser subscrita e assinada por quem a lavrou e pelo Presidente. 

2 - A acta pode ser aprovada em minuta no final da reunião, desde que tal seja decidido pela maioria dos membros presentes, devendo, neste caso, a minuta ser logo assinada pelos membros da Mesa. 

3 - As certidões das actas devem ser passadas, independentemente do despacho, pelos Secretários e dentro dos oito dias seguintes à entrada do respectivo requerimento. 

4 - As certidões das actas podem ser substituídas por fotocópias autenticadas quando o interessado assim o desejar ou sempre que através desse meio possam ser alcançados os mesmos objectivos. 

5 - Todas as pessoas jurídicas poderão requerer certidões ou fotocópias das actas. 

Artigo 27º

Formação das Comissões 

1 - A Plenário de Freguesia, ao criar comissões específicas, pode delegar essa tarefa em elementos estranhos à mesma na base do artigo 248º da Constituição da República Portuguesa, mas sempre coordenada por um membro da Plenário que será eleito por esta. 

2 - Perde a qualidade de membro da comissão específica aquele que exceder o número regimentado de faltas injustificadas às respectivas reuniões. 

Artigo 28º

Serviço de Apoio 

1 - Os serviços de apoio à Plenário de Freguesia serão assegurados pelos serviços dependentes da Junta de freguesia. 

 CAPÍTULO IV

DISPOSIÇÕES FINAIS

 Artigo 29º

Interpretação 

1 - Compete à Mesa, com recurso para Plenário, interpretar o presente Regimento e integrar as suas lacunas. 

Artigo 30º

Alterações 

1 - O presente Regimento poderá ser alterado pela Plenário, por iniciativa de pelo menos um terço dos seus membros. 

2 - As alterações do Regimento devem ser aprovadas por maioria absoluta do número legal dos membros da Plenário. 

Artigo 31º

Entrada em vigor 

1 - O Regimento entrará em vigor no dia seguinte ao da sua aprovação em acta e será publicado em edital. 

2 - Será fornecido um exemplar do Regimento a cada membro da Plenário e da Junta de Freguesia.

 

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